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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Solidão...

Estou tão só!
Sinto-me vazio,
Sei que não sou daqui.

Aonde vou?
Não me vejo!
Minha’alma é um deserto,
Sem chuvas de verão.

Sinto-me abandonado, fraco, perecível.
Descartável ao mundo.
Mesmo sabendo de minha vitoriosa batalha,
Não sou mais o mesmo que eufórico despertava pela manhã.

Não sei mais sorrir,
Meu peito dói, agoniza,
Sinto tanta dor, que até meu humor
Me abandonou com medo.

Por que não me contento?
Por que me falta a coragem?
Por que busco tantas respostas?

Sei que minha metade de vida se foi,
A outra resiste, e eu não sei como ficar.
Se choro pela que me deixou, se dou meu sorriso para a que ficou...
Como ser quem era sem a mesma alegria?

Tento, juro que tento me reerguer, mas é pesado demais,
Não tenho alegrias maiores, mesmo sabendo da dádiva do amanhecer.
Como posso ser tão egoísta? Nem eu mesmo sei.

Não quero autopiedade, não quero me menosprezar,
Não quero parecer um depressivo, mas já me vejo como um.
Tento, todo dia, toda manhã, eu tento.....
Mas é cada vez mais difícil.

Tão profunda é a ferida que nunca cicatrizará.
Queima tanto, pois meu medo se realizou.
Então eis aqui, um ser tão fraco, que não vive para servir.
Logo não serve para viver.

Agora já posso dizer que vivi de tudo um pouco,
Feliz deveria estar, eu sei!
Mas estou sozinho novamente depois de ter provado o amor.
Amigos inseparáveis, felicidade a cada amanhecer,
Depois de ter amado e sido amado por uma única mulher,
De ter jurado amor eterno, e saber que teria sido amado de verdade
Se a vida deixasse, se a vida deixasse!

Não quero essa dor novamente,

E sozinho como estou, não dá para agüentar.
Não dá para suportar tamanha tristeza.

Que DEUS não tenha pena de mim,
Pois não sou digno de piedade.

Valterson Machado...

                                   valtersonmachado@hotmail.com